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Comando de missão

Existe um princípio militar chamado “Comando de Missão”. Por esse princípio cabe a um oficial superior determinar aos comandantes de missões os objetivos e estratégias a serem realizadas, assim como os meios necessários. Entretanto, cabe ao comandante da missão estabelecer o “como”. Parte-se do pressuposto que somente quem está no front tem como avaliar consistentemente a situação e tomar uma decisão acertada em como agir durante uma batalha.

Muitos dirigentes empresariais precisam aplicar esse princípio e entender o seu valor. Não é raro ver “superadministradores”, aquele tipo de dirigente altamente controlador e que vive metendo o dedo no trabalho de seus gerentes subordinados, como se eles fossem idiotas, ou não soubessem tomar decisões. Esse tipo de comportamento sugere que quem está no alto da hierarquia tem como saber tudo o que se passa na “linha de fogo”. Por tabela, sugere ainda que os gerentes de médio escalão não sabem fazer seu trabalho. É claro que muitos podem bradar: “mas se eu não me meter a coisa não funciona”. A estes, eu responderia: “então a incompetência está em você, que mantém gente incapaz em postos de comando”.

Um dirigente tem que controlar por resultados, e, eventualmente, avaliar os meios adotados para garantir que os gerentes trabalhem dentro das diretrizes gerais da companhia. O princípio do Comando de Missão só não funciona adequadamente quando a organização não capacita adequadamente seu corpo gerencial ou não coloca as pessoas certas nos lugares certos. Então, para compensar, os altos dirigentes têm um esforço sobre-humano para controlar a tudo e a todos, ser onipresente e onisciente (como se fosse possível). Quando se dão conta, realizam o trabalho dos gerentes enquanto o seu próprio trabalho não está sendo feito.

Aprendam com os romanos. O Império Romano tinha grande controle sobre seus domínios, e isso ocorria devido os administradores de províncias terem grande autonomia, porque eram selecionados entre os mais experientes generais. Numa época em que notícias demoravam meses para chegar ao imperador romano, o melhor a fazer era garantir que os generais tomassem as decisões certas. Para isso eles eram doutrinados e treinados durante anos, para saberem o que deviam fazer, dentro dos objetivos e ambições do Império Romano.

Está provado: a eficácia de alguns princípios, mesmo depois de falarmos tanto em administração moderna, sobrevive ao tempo.

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