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Quem ganha essa briga

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Foi-se o tempo que ser industrial era ser celebridade no mundo dos negócios. Quem quer ser celebridade tem que ser varejista. Abílio Diniz, do Pão de Açúcar, virou pop star e, ao lado de Samuel Klein, das casas Bahia, aparece entre as figurinhas mais carimbadas da mídia.

Essa é uma pequena faceta de um fenômeno maior: o crescimento do varejo enquanto poder econômico. É o resultado do surgimento das grandes redes de varejo, além de fusões e aquisições no setor. Não é à toa que a maior empresa privada do mundo, a Wal-Mart, seja uma varejista. No Brasil, os supermercados faturam R$ 87,2 bilhões ao ano e representam 5,8% do PIB. O Pão de Açúcar, líder do setor, fatura R$ 12,78 bilhões.

Esse fenômeno inverteu a relação de forças entre indústria e varejo. Como resultado, a indústria teve que ganhar eficiência para reduzir custos de produção e reduziu margens de lucro. As concessões exigidas pelos varejistas são cada vez maiores. É comum, por exemplo, supermercados cobrarem pelos locais de melhor exposição dos produtos em suas lojas, como as pontas de gôndola. Também existe a cobrança de uma taxa de cadastramento de produto novo, em dinheiro ou em produto. Ainda tem o chamado “enxoval”, que é a “doação” do primeiro pedido de uma nova loja que ainda vai ser inaugurada. A grande quantidade de marcas e produtos existentes ajuda nesta situação, pois não há espaço suficiente nas prateleiras dos supermercados.

Se essa onda pega…

A mais nova idéia na onda de exigências do varejo, que ainda não pegou, é pagar somente pelos produtos que passam pelo caixa do supermercado, depois que o consumidor realiza a compra. O risco de estocagem vai para o fornecedor. Como resposta, os fabricantes investem em suas marcas, na esperança de ganhar mais força na negociação. O varejo revida ofertando marcas próprias.

Indústria e varejo não são mais cliente e fornecedor. São verdadeiros competidores. De qualquer modo, isso tem aumentado a eficiência dos dois lados e a melhora dos preços, da qualidade dos produtos e do atendimento no varejo. Torço para que continue assim, pelo bem do mais fraco, o consumidor.

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