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Visitando elefante

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Falar que o Pará tem enorme potencial turístico é estar no lugar comum. Entretanto, muitas vezes é sendo chato e repetitivo que nos fazemos ouvir.

Já tentaram fazer do Pará o paraíso do agronegócio – ainda falta muito para isso. Já tentaram transformar o Pará num grande pólo industrial. Manaus, que está em situação menos privilegiada, saiu-se infinitamente melhor. Será que devemos tentar então o Turismo?

Pensemos. O agronegócio não aumenta a quantidade de empregos que se apregoa. É pura balela. Movimenta muito dinheiro, mas não emprega tanta mão-de-obra. Além do mais, é mais eficiente em gerar empregos de baixa qualificação. A indústria, por sua vez, depende de fatores muito complexos, e que em grande parte não depende somente de vontade governamental. Sem falar nos problemas sociais e urbanos, frutos da concentração populacional e da migração de mão-de-obra.

Por fim, temos a opção do investimento no turismo, que tem muito menos problemas que os já citados. Tem menos chances de causar danos ambientais que a agricultura e a industrialização. Exige também menos despesas dos municípios com atendimento social gerado pelo crescimento populacional. Isso porque o turista traz renda, mas não demanda serviços públicos na mesma proporção. Ele chega, consome, traz riqueza, e vai embora. Não compete no mercado de trabalho, não monta casa de papelão debaixo de viaduto.

Mas, o que fazer? O mais difícil nós já temos: o produto, mesmo que em estado bruto. Falta aprendermos a promovê-lo, a vendê-lo. Falta-nos senso de oportunidade, pois o menor dos nossos municípios é uma noiva muito formosa, o noivo é que insiste em não ver. Falta-nos visão empresarial governamental e mobilização dos setores envolvidos.

Vejam o caso de algumas pequenas e insignificantes cidades americanas. Destituídas de um atrativo natural, inventam de tudo para aparecer. Uma cidade criou o maior elefante de madeira do mundo, outra o maior novelo de lã. Que graça isso tem? Não tem graça nenhuma, mas são visitadas por milhares de turistas todos os anos.

Basta pensar em lugares como Alter do Chão, Bragança, Ilha do Marajó, para perceber o imenso potencial que temos para atrair turistas do mundo inteiro. Mas, infelizmente, tem muito mais gente visitando elefante de madeira e novelo de lã. Por quê? Porque eles sabem vender, mesmo que o produto seja ruim. Para atrair turista é preciso muito mais que natureza. É preciso marketing.

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