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Conhecer para sobreviver

As empresas investem cada vez mais no gerenciamento do conhecimento gerado internamente. O principal elemento desta tendência é o avanço das Universidades Corporativas. O e-learning corporativo movimentará em 2006 cerca de US$ 23 bilhões no mundo todo. No Brasil, em 2004, as empresas investiram R$ 80 milhões.

As universidades corporativas são resultado da necessidade de capacitação dos funcionários, num cenário cada vez mais instável, competitivo e complexo.

Até mesmo os órgãos públicos têm se preocupado cada vez mais com capacitação de seus funcionários. Vejam o caso do Banco da Amazônia, que tem investimentos de R$ 50 milhões previstos. Grande parte desse investimento é para capacitação,  treinamento e o uso de novas tecnologias.

As universidades tradicionais observam este fenômeno e perguntam: por que não nos convidaram para esta festa? A justificativa das corporações é que as universidades não têm o foco no negócio que as empresas precisam. Alguns gestores comentam: “Elas precisariam estender esse processo de disseminação para toda uma cadeia de valor, envolverem clientes e fornecedores, mas elas pouco entendem do nosso negócio.”, comenta um executivo.

Isso ocorreu em boa parte porque os cursos de graduação não são focados em determinado ramo de atividade ou em determinada empresa, com necessidades específicas. No entanto, as empresas precisam gerar pessoal com conhecimento e capacitação para atender às suas necessidades particulares.

Educação entra na pauta das empresas como fator estratégico, como vantagem competitiva. A educação para o trabalho e para a vida saiu das salas de aula e invade as empresas.

No Brasil, por enquanto, as universidades brasileiras se colocam como meras fornecedoras de conhecimento para estas empresas, mas não está claro que o conhecimento ainda continuará a ser gerado nestas universidades. Muita coisa ainda está por se definir nos próximos anos e o papel delas, nesse novo cenário, passará por mudanças. Cabe às universidades definirem que papéis deverão ter, e, às empresas dizerem para as universidades suas necessidades.

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