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Inovadores

Não é todo mundo que se arrisca a apostar em uma nova tecnologia, a ser inovador. É preciso ter visão, coragem, perseverança. Na década de 40 o filho do fundador da IBM convenceu seu pai a investir na fabricação de computadores. Ninguém acreditava nos computadores na época. Quase leva a empresa para o buraco, investindo bilhões de dólares.

Pouca gente sabe que foi a General Motors a primeira montadora a apostar no motor refrigerado a ar. Passou uns cinco anos fazendo isso, na década de 20. Abandonou o projeto por falta de apoio ao engenheiro que apostava na solução. Poucos anos depois a Volkswagen lançou o Fusca, com motor refrigerado a ar. Nem sempre uma nova tecnologia dá certo no primeiro momento, o que não significa que não vá dar certo nunca, é o que revela a história.

O primeiro a introduzir o sistema de monitoramento via satélite no Brasil foi Nelson Piquet. Na época encontrou tantas dificuldades que teve de falar diretamente com o então presidente da república, Itamar Franco.

Quem resolve investir em uma nova tecnologia paga o preço da inovação, do pioneirismo. Um preço que pode ser medido no montante de dinheiro investido e no risco do prestígio pessoal se a coisa não der certo. Por isso pouca gente se arrisca a tentar o que ainda não foi testado, o que ainda é incerto. Quem faz isso muitas vezes se vê isolado, nadando contra a corrente. Normalmente ouve muita palavra de desencorajamento.

Se não bastasse a turma do “não vai dar certo”, ainda existe o árduo trabalho de fazer a nova tecnologia funcionar, trazer resultados. Quem é pioneiro paga o preço em horas de trabalho, em perguntas sem respostas, em pressão por todos os lados. Tem que desenvolver técnicas, encontrar saída para problemas novos, superar obstáculos.

Inovadores são, acima de tudo, corajosos, porque arriscam, colocam seu nome em jogo (muitas vezes seu próprio dinheiro). Quando muitos preferem ficar confortáveis em suas poltronas, os inovadores saem por aí procurando novas idéias, novas soluções para problemas velhos e novos. Quando tudo dá certo, são chamados de visionários. Nessa hora aparece um bocado de gente querendo obter os créditos, se apropriar das idéias e colher os frutos do trabalho deles. Nessa hora o que não falta é “papagaio de pirata”. Mas, quando dá errado, os inovadores assumem os fracassos e choram sozinhos.

De uma forma ou de outra, tendo sucesso ou fracasso, eu prefiro aqueles que se arriscam a tentar novas tecnologias, a serem inovadores. Pelo menos eles podem dizer que não se acomodaram, que não foram covardes. Sempre que posso, prefiro trabalhar e conviver com gente assim. É esse tipo de gente que faz o mundo girar.

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