Início » Gestão e Liderança » Melhor é possível

Melhor é possível

            Um compositor italiano do século XIX chamado Giuseppe Verdi escreveu a sua última ópera, e a mais difícil, aos 80 anos. Quando perguntaram a Verdi por que resolveu escrever uma ópera tão difícil nesta idade, visto que já era um compositor famoso, ele respondeu: “Toda a minha vida como músico lutei pela perfeição. Ela sempre me escapou. É claro que tinha a obrigação de fazer mais uma tentativa”.

            Ao fazer um paralelo com o mundo empresarial, visivelmente percebemos que as melhores empresas em todos os setores buscam constantemente a perfeição. Nenhuma empresa consegue ser a melhor ao se empenhar em fazer apenas o suficiente. Assim como as pessoas, são as empresas.

            Para que uma empresa alcance a excelência naquilo de faz, encante seus clientes, é necessário um espírito não conformista. Buscar o aperfeiçoamento constante, mesmo quando já se faz muito bem. Ao mesmo tempo é uma forma de estar sempre à frente dos concorrentes.

            A busca pela perfeição é como uma coceira. É uma inquietude positiva que não acaba nunca, que nos faz progredir, aprender. A gente não sossega enquanto não tenta, tenta, tenta…e tenta mais uma vez. Essa inquietação – que é própria dos grandes profissionais e das grandes empresas – tem que estar embutida no espírito corporativo, em todos os seus escalões. Do diretor ao faxineiro.

Uma organização de grande desempenho não é somente aquela que só possui grandes talentos (isso na prática é muito raro), mas aquela que consegue desempenho superior de pessoas comuns. É um erro nos contentarmos com pouco, em fazer somente o suficiente. Por isso temos tantos serviços ruins, mal atendimento por todos os lados. Um gerente que aceita um trabalho “razoável” de seus subordinados deve ser demitido.

É claro que nenhuma empresa conseguirá a perfeição, mas estar à frente dos concorrentes é resultado da busca pelo “fazer perfeitamente”. Esse é um princípio que somente os melhores seguem.

O “aceitável” é a marca da mediocridade. Aceitamos que os serviços públicos sejam ineficientes, que o médico do SUS atenda mal, que o motorista de ônibus seja mal educado e por aí vai. E assim nos transformamos em uma sociedade medíocre. Isso porque a sociedade é um reflexo de suas organizações.

As pessoas e as empresas, de todos os setores, públicas ou privadas, deveriam ser como Verdi, sempre tentarem fazer o melhor, buscarem a perfeição. Sempre.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: