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Vencido pela vaidade

Em uma das muitas batalhas travadas na Primeira Guerra Mundial, um general se viu encurralado diante do inimigo. Pressionado a tomar uma decisão rápida, escolheu uma alternativa que seria desastrosa. Presente à sala de reunião do general, que estava acompanhado de seus comandados, estava um jornalista que estava no papel de observador.

O jornalista, ao perceber a decisão errada, discordou do general. O general, ferido em sua vaidade, ordenou que o jornalista se retirasse do local, acompanhado de um soldado e manteve a decisão que havia tomado. O resultado foi uma derrota vergonhosa. O curioso desta história, que é verdadeira, é que o jornalista se chamava Winston Churchill, o homem que derrotou Hitler na Segunda Guerra Mundial.

Assim como o general, muitos homens com responsabilidade por tomar decisões importantes, deixam-se levar pelo orgulho e pela vaidade. Desconhecem seus pontos fracos e agem como idiotas por não serem humildes.

Em uma das passagens do livro A Arte da Guerra, de Sun Tzu, o autor afirma: “se conheces a ti mesmo e ao teu inimigo, tens grandes chances de vencer a batalha; se conheces só a ti mesmo, mas não conheces teu inimigo, tens metade das chances de vencer a batalha; se não conheces a ti, nem ao teu inimigo, não tens chances nenhuma”.

Nada mais verdadeiro.

            Líderes, sejam empresários, políticos, generais ou administradores, devem conhecer a si mesmos e entender que a vaidade e o orgulho podem ser inimigos mais poderosos que o inimigo real que têm de combater. Aqueles que se deixam tomar pela vaidade, esquecem de ouvir a voz da razão, do bom senso, venha de onde vier. Palavras sábias e bons conselhos podem sair da boca de qualquer pessoa.

            O general, ao ser contrariado pelo repórter, deve ter pensado: “quem este idiota pensa que é para me dar conselhos?” Ao pensar assim, por mais que tenha tido consciência que tinha tomado a decisão errada, se deixou vencer pela própria vaidade. Ou seja, a primeira batalha que ele perdeu foi com ele mesmo. Ele foi seu maior inimigo.

            Não raro vejo esse tipo de comportamento em pessoas com cargos elevados. Tornam-se surdos, autocentrados, escutam só a si mesmos. Fazem de conta que ouvem os outros, mas é apenas um disfarce de que compartilham suas decisões. Esse é um comportamento que a psicologia chama de auto-engano. Egocêntricos e inseguros, não crescem como líderes e com o tempo sofrem fracassos, normalmente atribuindo aos outros a responsabilidade.

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