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Você vai esperar?

Tecnologia é uma coisa fascinante e provoca enorme impacto na sociedade. Com o desenvolvimento tecnológico aprendemos a voar, a respirar embaixo d´água. Fomos até mesmo à Lua.

Entretanto, por que uma grande quantidade de pessoas resiste tanto a novas tecnologias? Um dos principais argumentos contra a tecnologia na hora de ser implantada é que as pessoas ainda não estão preparadas para elas. É claro que não estão. Quem está preparado para o que ainda não conhece? Para o que ainda não aprendeu a fazer?

Buscamos, intimamente, sentir segurança e uma nova tecnologia nos tira do conforto de lidar com o que já conhecemos. Por isso, as pessoas que menos se sentem seguras com uma situação, são mais propensas a aceitar outras formas de fazer as coisas.

Esperar que as pessoas se preparem para uma nova tecnologia, antes de implantá-la, é esperar em vão. A experiência mostra que é o uso da tecnologia que gera a adaptação a ela – não o contrário. Quando a base da organização está preparada, e a empresa ainda não adota a nova tecnologia, isso indica que a empresa já está atrasada em seu uso.

Na história da humanidade, as inovações tecnológicas foram muito mais implantadas “na marra” do que de outro modo. Ninguém entendia por que alguém precisaria de um telefone, para que serviria a Internet. Todo mundo sabe que os bancos tiveram muita “dor de cabeça” para fazerem os clientes usarem o caixa eletrônico e a internet. Os bancos insistiram bastante e superaram vários desafios, mesmo a custa de muitas reclamações dos clientes.

Em todo grupo social existem pessoas que lutam contra a tecnologia, um fenômeno que Domenico De Masi chama de “freio social”. Essas pessoas acham que sempre há um momento certo de se mudar a tecnologia, desde que não seja agora. E, nesse discurso, argumentam que não existe cultura. Ora, se não existe, precisa de ser criada. Essa é uma função fundamental dos inovadores: criar cultura, ao invés de esperar que surja. A cultura não é causa, é conseqüência da mudança tecnológica. 

Há também aqueles que tentam evitar o experimentalismo, atacando sempre os problemas que surgem quando se está fazendo algo novo. Argumentam que a solução antiga não dava problema. Não sabem que o velcro, uma invenção aparentemente boba, passou dez anos sendo experimentada. Ou que, Thomas Edson, ao procurar um elemento que servisse de filamento para a lâmpada, testou exaustivamente mais de mil tipos diferentes de materiais.

Mesmo existindo problemas e empecilhos naturais, uma coisa é certa: sempre haverá pessoas e empresas dispostas a usar novas tecnologias e colher os benefícios de estar à frente dos demais. Você queira ou não isso acontece, pois a mudança não espera por você. Por isso, não espere que a cultura mude para implantar uma nova tecnologia dentro da organização. Não espere, porque quando você finalmente agir, poderá ser tarde demais.

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