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Chame o síndico

Acima de 50 anos, aposentado, e com bastante tempo livre. Até pouco tempo atrás esse era o perfil desejável de um síndico. Pelo menos a maioria dos condôminos pensava assim.

Felizmente, essa percepção mudou, depois de muitas conseqüências desagradáveis para moradores de edifícios. Com o tempo, as pessoas perceberam que não basta alguém ter tempo para ser síndico, ou ser paciente para lidar com os problemas diários. É necessário ter competência.

Um condomínio deve ser administrado tão bem quanto uma empresa. Está sujeito aos mesmos princípios, portanto merece o mesmo cuidado. O síndico tem que lidar com recursos financeiros, gerir pessoas, administrar conflitos, interpretar leis, planejar. Tem que conseguir resultados, sejam eles financeiros ou não, por isso é importante saber estabelecer metas, desenvolver planos de ação. Para tanto, tem que estabelecer as prioridades e calcular os recursos necessários. Não é qualquer pessoa que sabe fazer isso.Todas essas são funções de um gestor.

Não vou dizer aqui que todo síndico tem que ser formado em administração, seria um exagero. Entretanto, todo síndico tem que conhecer as ferramentas de gestão necessárias para suas atividades. Quem não sabe, e é síndico, tem que estudar para saber, caso contrário colocará em risco o patrimônio pelo qual é responsável.

Eleger alguém para síndico com base na simpatia, ou porque é a única pessoa que quer assumir uma função que trás muita dor de cabeça, é falta de bom senso. Quando os condôminos não se preocupam com a administração de seu prédio, sofrem “na pele” as conseqüências da omissão e pagam caro por isso. Além dos aborrecimentos cotidianos (como elevadores mal conservados, serviços que não funcionam, desrespeitos às normas etc.), sofrem perdas financeiras, como a desvalorização de seus imóveis e o aumento das taxas condominiais.

Outra opção é contratar uma empresa especializada na administração de condomínio. Porém a seleção desta empresa precisa ser rigorosa, e, depois feita a escolha, é necessário o controle e acompanhamento por parte dos condôminos. Caso contrário, o que aparentemente seria uma solução, pode se transformar em outra fonte de problemas.

Assim, escolher um síndico requer muita atenção. Não basta escolher quem “tenha tempo”, ou quem está disposto a suportar a “aporrinhação”. Os condôminos que não compreendem isso estão fadados a terem seus patrimônios nas mãos de pessoas despreparadas – quando não raro, mal intencionadas.

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