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Eficiência vs eficácia

 

Existem duas palavrinhas constantemente utilizadas, mas que nem todo mundo entender bem a diferença entre as duas. São elas “eficiência” e “eficácia”.

Ser eficiente é fazer bem feito. É a preocupação com o processo, a forma de se fazer algo. Imagine um escritor. Ele pode escrever impecavelmente. Entretanto, pode não transmitir a mensagem que deseja, não apaixonar o leitor, convencê-lo da idéia do texto. Neste caso escreveu perfeitamente, mas não deixou sua mensagem, não conseguiu prender o leitor, transformar a leitura em algo motivador. Não foi eficaz.

Imagine um paciente em estado de emergência entrando no hospital. A enfermeira, na recepção, pede que sejam preenchidos todos os papéis de entrada do doente etc. Nesse meio tempo o paciente agoniza e morre. Ela terá cumprido todos os procedimentos, mas o objetivo verdadeiro da organização não terá sido cumprido, que é salvar vidas. Ser eficaz é se preocupar com aquilo que realmente deve ser feito.

Em um casamento ser eficiente é ser um bom marido, prover a família, ser responsável. Mas ser eficaz é fazer a esposa feliz.

Uma faculdade de administração, por exemplo, pode formar alunos com excelente desempenho acadêmico, mas se o aluno não conseguir gerir uma organização com sucesso, não terá sido eficaz. Não são necessários administradores, são necessárias organizações que alcancem seus objetivos.

Ser eficiente é trabalhar direito, ser eficaz é conhecer o objetivo final de seu trabalho e alcançá-lo. Não adianta jogar bem, tem que vencer o campeonato.

Essa diferença entre eficiência e eficácia pode parecer simples, e realmente é. Mas sua aplicabilidade não é tão fácil quanto a compreensão do conceito. Dentro das empresas ainda encontramos pessoas que se prendem a ritos burocráticos e esquecem o verdadeiro objetivo da empresa: satisfazer o cliente.

Em conversa com uma proprietária de um shopping, ela afirmou que muitas vezes abria mão de aluguéis atrasados quando o lojista não estava indo bem, rescindindo o contrato e não cobrando também as multas rescisórias. Sua alegação foi simples: “um negócio que só é bom para um, em longo prazo não é bom pra ninguém”. Ela está completamente certa. O objetivo final de um shopping é ter lojistas que tenham lucros, e assim poder cobrar aluguéis que possam ser pagos sem problemas.

E você? Quer ser eficiente ou eficaz?

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