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Remuneração e lucros

No mundo dos negócios é comum encontrarmos caso de empresas que começaram pequenas, com poucos funcionários, estrutura enxuta. Nessas empresas o dono faz de tudo, centraliza as decisões. Normalmente seus funcionários não são muito especializados e ganham salários modestos.

Por serem pequenas, são ágeis e as decisões são tomadas rapidamente, o que possibilita o crescimento da empresa. Entretanto, quando crescem o proprietário começa a ficar atribulado e não consegue mais cuidar de tudo. Nessa fase percebe que precisa delegar tarefas e não pode mais tomar todas as decisões do dia a dia. Divide a empresa em departamentos e setores especializados, criam-se então as chefias.

Quando a empresa chega neste estágio nem sempre os antigos funcionários têm competência para assumir maiores responsabilidades gerenciais. Nesse momento o empresário tem que buscar profissionais de fora, mais qualificadas e salários mais elevados. É claro que para o empresário a decisão de contratar esses profissionais assusta, principalmente para quem está acostumado a pagar salários baixos. Entretanto, é um processo necessário para que a empresa continue crescendo e possa competir com concorrentes maiores.

Mas nem sempre os empresários conseguem compreender isso. Com medo de aumentar os custos, insistem em contratar pessoas com um perfil que não mais atende às necessidades do negócio.

Para uma empresa se profissionalizar e se tornar competitiva, tem que compreender que precisa de pessoas que possam gerar lucros por serem muito produtivas. Esse tipo de profissional recebe maiores salários, mas são capazes de gerar melhores resultados e tomar decisões. Isso é fundamental para empresas que precisam descentralizar em virtude do seu crescimento, ou para serem mais ágeis.

Empresário que quer descentralizar e quer maior produtividade, tem que entender claramente essa relação: remuneração melhor e profissional melhor. Produtividade não se mede simplesmente com números absolutos, mas também observando a relação custo-benefício. É acima de tudo uma mudança de pensamento, que com certeza traz resultados positivos.

Se pagar salários mais baixos fosse garantia de lucros maiores, então os países com salários mais baixos teriam as empresas mais lucrativas. Entretanto, na prática não é isso que vemos. No cenário global as empresas mais competitivas não são as que pagam os menores salários, apesar das exceções.

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