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Ser ou não ser familiar

Há uma crença generalizada de que as empresas familiares são altamente ineficientes. Muita gente acredita, inclusive, que as empresas familiares não deveriam existir, porque só têm problemas. Para essas pessoas, pior do que empresa familiar somente órgão público.

Entretanto, um olhar mais atento e mais baseado em fatos do que em senso comum mostra a verdadeira realidade das empresas familiares no Brasil e no mundo. Cerca de 85% dos empreendimentos no mundo inteiro são familiares. Temos, como exemplo, grandes e famosas empresas, como a IBM, a Ford e a Toyota. No Brasil, temos o grupo Votorantin, a Rede Globo, o Pão de Açúcar, para citar algumas.

Alguns dos mitos que se criou a respeito do assunto, fazem crer que estas empresas são menos lucrativas e eficientes. Contudo, quando se analisa a lucratividade média das empresas familiares, em comparação com empresas não familiares, descobrimos que as primeiras são mais lucrativas. Um estudo da Universidade de Harvard mostra que empresas com controle familiar têm lucratividade média 15% superior às outras.

A questão da sobrevivência da empresa familiar é simplesmente uma questão de profissionalização. Profissionalizar a empresa familiar não significa expurgar a família de dentro dela, mas sim estabelecer critérios sobre desempenho, promoções etc. Fases críticas, como o período de sucessão, devem ser cuidadosamente conduzidas, levando-se em conta o bem da empresa, não os interesses dos herdeiros.

Algumas empresas estabeleceram, por exemplo, que nenhum membro da família ocupe um lugar de destaque sem antes ter tido uma experiência bem-sucedida fora. Para provar que realmente tem competência.

Um outro detalhe importante é a gestão financeira. É importante estabelecer claramente os limites de retirada, evitando a descapitalização da empresa porque os sócios estão endividados ou se tornam perdulários.

A verdade é que quase todos os grandes empreendimentos que conhecemos hoje são de propriedade de famílias. E nem por isso são menos eficientes ou lucrativos. Entretanto, para sobreviverem e continuarem competitivos, mudaram sua forma de gerenciamento.

Há muito preconceito e mito sobre as empresas familiares. A maioria sem nenhum fundamento. Com certeza evoluiremos muito se mudarmos o foco da conversa sobre o assunto. O problema não é ser ou não uma empresa familiar, mas ser ou não uma empresa profissional. Eis a questão.

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