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A escolinha do Hugo

Eu já vi isso antes. Essa é a impressão que se tem diante dos recentes acontecimentos na Bolívia. Não é de hoje que governantes dos piores tipos utilizam o conceito de nacionalismo para propagar o autoritarismo e desrespeitar os direitos de pessoas e organizações.

Sejamos francos, por trás do verniz do populismo está uma estratégia de consolidação e concentração de poder. Não estão em jogo as reservas naturais da Bolívia. O que está em jogo é o controle de bilhões de dólares. Dinheiro que será usado para enriquecer os amigos do poder na Bolívia. É a velha cartilha de ditadores e déspotas, como aconteceu em passado recente com Pinochet no Chile. Hugo Chavez está fazendo escola, tendo como alunos Lula e Evo Morales.

O controle de estatais por parte de governos populistas servem para distribuição de cargos, financiamento de campanhas políticas, compra de palamentares, entre tantas outras falcatruas. Esse modelo pseudo-nacionalista é antipatriótico porque atende aos interesses de um grupo que se apodera do aparato estatal em detrimento dos legítimos interesses do povo que pretensamente representa. É uma forma de totalitarismo, do mesmo tipo que Lula tenta fazer no Brasil, e que Hugo Chavez fez na Venezuela. É mascarado, vestido de democracia, mas que controla instituições e procura o apoio por meio do populismo.

No atual panorama política da América Latina assistimos ao retrocesso. Já aprendemos, ao custo da liberdade e das vidas de milhões de pessoas, que mais vale fortalecer as instituições do que o Estado. É essa a tendência e a realidade em países desenvolvidos, que buscam uma reconfiguração do papel do Estado na sociedade. Enquanto isso, o trio Hugo-Evo-Lula, movidos por ambições pessoais, promovem um retrocesso da democracia no Continente.

O Brasil só não virou Venezuela porque as bases da sociedade e das instituições são melhores. Há um equilíbrio de forças que impede avanços totalitários, apesar das tentativas infrutíferas de nosso presidente.

Minha sábia avó já dizia: “me dizes com quem andas que te direis quem és.” Nada mais verdadeiro, e observo com profundo pesar as amizades cultivadas pelo nosso presidente, e concluo: o sonho de Lula era ser Hugo Chavez.

A Crise do Gás, como é chamada, contribui para mais uma decepção com nosso presidente, que coloca seus interesses pessoais, e de seus amigos, acima dos interesses dos brasileiros. Aquele que deveria ser o maior de todos os patriotas intimida-se diante de sua ideologia, que se torna maior que sua consciência.

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